Crítica | La La Land – Cantando Estações


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Após o grande sucesso de Whiplash – Em Busca da Perfeição, o diretor Damen Chazelle voltou a apostar no jazz e na busca dos sonhos em seu novo filme, La La Land – Cantando Estações. Mas com um enorme diferencial: reviver os antigos musicais — algo praticamente extinto.

Embora esteja explícito no nome do filme, nada pode te preparar para a cena inicial: no meio de um congestionamento um mulher sai do seu carro cantando e dançando e conforme a câmera vai se distanciando, mais pessoas vão saindo e dançando numa coreografia empolgante e no final dessa cena de quase cinco minutos você espera que o filme seja tudo aquilo que esse início apresentou. Felizmente é.

UMA PAIXÃO NO MEIO DO AMOR PELOS SONHOS

Desde esse congestionamento, Mia (Emma Stone) começa a esbarrar com frequência em Sebastian (Ryan Gosling). Ela, uma barista que sonha em ser atriz. Ele, um pianista que faz bicos para poder abrir seu próprio clube de jazz. E é no meio dessa paixão artística que um outro sentimento começa a surgir entre os dois.

Todo o desenrolar desse relacionamento é contado com a ajuda de canções envolventes — destaque para Justin Hurwitz que compôs a maioria das músicas — que surgem e vão embora com grande naturalidade, ajudado pelo jogo de iluminação muito bem executado.

UMA HOMENAGEM AOS CLÁSSICOS MUSICAIS

Damien não deixou de homenagear os clássicos da “Era de Ouro”. Em diversas cenas você acredita que a história esteja se passando na década de 60, com roupas da época, o uso de cores fortes e diversas referências. Mas surge um carro moderno ou toca um smartphone para te lembrar que esse romance se passa nos dias atuais.

Romance esse que precisa ser destacado. A química entre Emma e Ryan já havia sido sentida em “Amor a Toda Prova”, mas não chega perto do que é visto aqui. A paixão entre os dois é extremamente intensa e suave ao mesmo tempo, um sentimento de amor juvenil misturado com um tom poético.

MUITO MAIS QUE UM SIMPLES FILME

Além disso, as atuações deles é impecável. Eles deslizam com facilidade entre uma simples conversa à uma cena vibrante em que já estão dançando e cantando. E embora a personagem de Emma seja mais encantadora ou mais fácil de se apaixonar, Sebastian com seus erros e acertos, não fica pra trás.

E próximo ao final, quando você pensa que o enredo vai se valer dos velhos clichês, Damien nos surpreende mais uma vez, o qual além reviver os musicais, entregou uma obra-prima, que ao acabar a vontade que se surge é de aplaudir, pois muito mais que um filme, La La Land é um grande espetáculo.

10
O VEREDITO

'Um filme para sonhadores que acreditar no amor e para apaixonados que acreditam nos sonhos'. La La Land é uma mistura perfeita de sentimentos, humor e romance na dose certa e ainda com um "bônus" incrível de ser um musical. Além de encantar e surpreender a todos, é um filme para jovens que não puderem ver clássicos como 'Cantando na Chuva' e para os mais velhos poderem relembrá-los.