Crítica | Os Defensores

Uma das séries mais aguardadas de 2017 se tornou a maior decepção do ano
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A Netflix lançou recentemente Os Defensores em sua plataforma, a série que é uma das mais esperadas de 2017  e acabou sendo uma enorme decepção.

Luke Cage, Jéssica Jones, Demolidor e Punho de Ferro se juntam para combater um mal em comum, o grande inimigo de K’un-Lun, o temível Tentáculo.

Essa formação feita por quatro heróis extremamente diferentes e movidos por “ideais” diferentes, acabam se divergindo em diversas coisas, entretanto eles acabam se unindo com o mesmo objetivo, salvar as pessoas que amam. A química não funcionou muito bem a princípio, e a série não funciona nada bem, principalmente para Danny Rand (Finn Jones), vulgo “Punhos de Ferro”.

Danny Rand grita para todos os cantos (e para quem mais quiser ouvir) que ele é o imortal Punho de Ferro, defensor de K’un-Lun. A cidade que jurou proteger e abandonou. O Personagem chega a ser irritante com seu jeito mimado, arrogante e prepotente, sendo comparado diversas vezes como uma criança chorona, que ao invés de ajudar a combater o Tentáculo, acaba atrapalhando ainda mais.

Luke Cage (Mike Colter) retorna ao Harlem depois de sair da prisão para continuar sua vida, mas recebe a notícia que tem alguém recrutando menores para fazer o serviço sujo. Ele acaba investigando e descobre que o tentáculo está envolvido. E então resolve entrar na briga. Uma  causa justa, um bom motivo para se juntar, esse não é o caso de Jessica Jones.

Jéssica Jones (Krysten Ritter) recebe um caso sobre um arquiteto que está desaparecido, ela resolve investigar e descobre que é mais do que um sumiço normal, acaba entrando na turma para proteger a família do arquiteto e sua amiga Trish Walker (Rachael Taylor). Apesar disso, Jessica é uma das melhores coisas da série, sendo o alívio cômico com seu jeito único.

Já o Demolidor (Charlie Cox) tem um caso de amor e ódio com o Tentáculo, afinal, eles mataram Elektra (Élodie Yung), e ainda descobre que a mesma organização a ressuscitou e está usando-a como uma assassina, eliminando quem resolve entrar no caminho.

O foco do tentáculo é usar Danny Rand para abrir uma passagem que foi fechada por um antigo punho de ferro, apenas outro poderá usar de seus poderes para conseguir atravessar essa “parede”. Elektra além de eliminar quem esta no caminho do Tentáculo é recrutada para capturar o Punho de ferro já que ele é o único que consegue abrir o portal.
Mas para isso, o Tentáculo precisa criar um caos desnecessário em Nova York, afetando algumas milhares de vidas, Alexandra (Sigourney Weaver) que é a líder descobre que tem uma doença incurável e precisa conseguir logo sua imortalidade com a ajuda dos outros quatro imortais, um deles é a Madame Gao (Wai Ching Ho) que continua sendo um mistério total.
A série conta com oito episódios, apesar de tudo, a série acaba não sendo tão ruim assim. Tem seus momentos bons, principalmente nas lutas e tensões que o Tentáculo cria. Os melhores núcleos são de Jessica Jones e Demolidor, mesmo a Karen Page e Foggy sendo extremamente chatos com o Matt, não deixa de ser um bom núcleo.
Mesmo com tantos defeitos, eu recomendo, o episódio final é muito bom, e só ali vemos que o quarteto tem uma conexão legal e muita coisa em comum. Pena que tenha sido apenas no final. Mesmo assim, a série não deixa de ser uma decepção.
7
Nota

Além de ser uma decepção, a série nos traz boas cenas de lutas e algumas engraçadas com a Jessica Jones, a humanidade e a preocupação que Luke Cage tem pelos seus amigos e colegas do Harlem, e o amor do Demolidor por sua cidade e por Elektra.